Petrobras de volta ao jogo: O petróleo é nosso (e o lucro também) (2)

Quando a estatal funciona, o mercado finge que sempre acreditou nela.

Com Lula de volta ao Planalto, a Petrobras aumenta vendas, bate recorde de exportações e mostra — de novo — que estatal não é problema.

Problema é gestão ruim. Quando funciona, gera lucro, emprego e combustível rodando a economia.

A estatal que “ia quebrar” agora vende mais que padaria em dia de chuva

Durante anos, parte do debate econômico brasileiro parecia torcida organizada contra empresa pública.

Era quase um mantra: “Estatal não dá lucro.”

“Estatal é ineficiente.”
“Estatal só serve pra cabide de emprego.”

Aí a realidade chegou com um galão de diesel na cabeça.

A Petrobras aumentou as vendas de combustíveis em 2025, mesmo com redução na produção de derivados. Como?

Simples: gestão estratégica, importação complementar e demanda econômica aquecida.

Nada de milagre. Só política industrial básica — aquela coisa que países ricos fazem há décadas enquanto o Brasil discute ideologia no boteco.

Diesel, gasolina e a economia girando

Os números são claros:
1,747 milhão de barris/dia vendidos no mercado interno
Diesel +5,2%
Gasolina +2%
Exportações de petróleo em recorde histórico
3,12 milhões de barris/dia vendidos no total

Ou seja: a economia rodou, o agro produziu, o transporte cresceu — e a Petrobras faturou.

Nada muito revolucionário: quando o país cresce, a estatal energética cresce junto.

Quem diria, né? Economia real funcionando.

Pré-sal: O presente que continua pagando a conta

O avanço da produção no pré-sal segue sendo o motor da festa.

Novos navios-plataforma entraram em operação e empurraram a produção para 2,4 milhões de barris/dia, garantindo recordes de exportação.

Isso significa uma coisa simples: o Brasil vende petróleo e importa menos crise.

Enquanto isso, o velho discurso de que “o Estado não sabe investir” vai ficando cada vez mais parecido com VHS em 2026 — tecnicamente existe, mas ninguém leva a sério.

Importação não é fraqueza – É estratégia

Aqui entra um detalhe que muita gente não entende (ou finge que não entende):

A Petrobras importou mais diesel e gasolina para atender a demanda interna.

Isso não é falha. Isso é logística energética.

O parque de refino operou com 91% de utilização, um nível alto e seguro.

Refinaria não é micro-ondas para ficar ligando e desligando.

Resultado: abastecimento garantido e vendas crescendo.

Estatal dando lucro: O pesadelo do dogma econômico

O retorno de Lula trouxe algo que parte do mercado odeia admitir:
empresa estatal pode ser lucrativa e estratégica ao mesmo tempo.

Não é uma escolha entre eficiência e interesse público.

É questão de gestão e prioridade.

Quando bem administrada, uma estatal:
gera dividendos
estabiliza preços
garante soberania energética
financia investimento
sustenta empregos
Basicamente tudo aquilo que o Brasil precisa para parar de depender de crise internacional para justificar gasolina cara.

Conclusão: A Petrobrás não voltou – Ela só parou de ser sabotada

A Petrobras continua fazendo o que sempre fez quando o país decide crescer:
produzir, vender, exportar e dar lucro.

A diferença é que agora isso voltou a ser política de Estado — não só planilha de banco.

E isso irrita muita gente.

Principalmente quem achava que estatal boa era estatal vendida.

No fim das contas, a verdade é simples:

Quando o Brasil cresce, a Petrobras cresce.

Quando a Petrobras cresce, o Brasil respira.

E não — isso não é ideologia.

É economia básica com cheiro de diesel.

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Bituca Salim

Bituca Salim é comunicador político independente que traduz política, economia e poder em linguagem direta e sem maquiagem. Entre humor ácido e debochado e dados reais, expõe hipocrisias, critica privilégios e provoca debate. Não pratica neutralidade falsa e assume lado: o de quem vive do trabalho, não do rentismo. Informar, cutucar e tirar da zona de conforto é o objetivo.

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